O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, expressou profunda dor e consternação pelo falecimento de Luísa Diogo, que exerceu as funções de Primeira-Ministra e Ministra do Plano e Finanças de Moçambique.
Numa mensagem tornada pública, Chissano enaltece o percurso de Luísa Diogo, descrevendo-a como uma figura de grande elevação ética, intelectual e cívica, cuja actuação esteve intimamente ligada a momentos decisivos da consolidação do Estado moçambicano após a independência.
Segundo o antigo estadista, Luísa Diogo destacou-se pelo elevado profissionalismo, sensibilidade humana, espírito de missão e maturidade política, qualidades que marcaram a sua passagem por diferentes instituições, tanto no país como além-fronteiras, incluindo no seio partidário.
Para Joaquim Chissano, a antiga governante ultrapassou o estatuto de dirigente pública, afirmando-se como uma verdadeira referência de liderança e compromisso com o bem comum. Sublinha ainda que a sua integridade, discrição e firmeza de carácter constituem um legado inspirador, sobretudo para as mulheres chamadas a assumir papéis de liderança na vida pública.
O antigo Chefe do Estado destaca igualmente o contributo de Luísa Diogo em processos de reconstrução nacional e de reformas económicas e sociais, cujo impacto alcançou dimensão internacional. Entre os reconhecimentos, recorda a sua participação em importantes painéis das Nações Unidas, ligados à coerência da ajuda humanitária, desenvolvimento, ambiente e sustentabilidade global.
“Com a sua partida, Moçambique perde uma das suas mais dedicadas e respeitadas servidoras públicas”, sublinha Joaquim Chissano, frisando que o seu nome permanecerá como símbolo de competência e serviço ao Estado.
Fonte: TV Sucesso