Captura de agentes do GOE não se concretiza em Maputo

Agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), destacados para executar mandados de captura contra dois membros do Grupo de Operações Especiais (GOE), suspeitos de envolvimento no assassinato de João Paulo — também agente do SERNIC — retiraram-se das imediações do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, sem cumprir a missão.

De acordo com informações apuradas pela TV Miramar, os investigadores abandonaram o local por volta das 21 horas, optando por não avançar com a operação para evitar um possível confronto com agentes da PRM, uma vez que o ambiente se tornava cada vez mais tenso.

Fontes indicam que os dois agentes do GOE, alvo dos mandados de captura, chegaram ao comando policial numa viatura em alta velocidade. Logo após a entrada, o portão foi encerrado, impedindo o acesso dos agentes do SERNIC ao interior da unidade.

O episódio levanta várias questões relevantes, entre as quais:

  • Qual foi o motivo da não autorização para a entrada dos agentes do SERNIC?
  • Estariam os membros do GOE a beneficiar de algum tipo de proteção institucional?
  • Os suspeitos continuam no interior do comando ou terão saído posteriormente por outro meio?

O caso gera inquietação e abre um debate sobre a articulação entre instituições de justiça e segurança, além das possíveis implicações legais e institucionais. O assunto será desenvolvido com mais detalhes na edição de hoje do Balanço Geral, da TV Miramar.

Fonte: TV Miramar

Author: Admin

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