O mau tempo que atingiu a cidade de Maputo ontem provocou inundações em várias ruas do centro da capital moçambicana, além da queda de árvores, muros de proteção e estruturas publicitárias, dificultando a circulação em diferentes vias, sobretudo na zona baixa da cidade.
Durante a tarde, foi possível observar em vários pontos da capital danos provocados pela chuva intensa e pelo vento forte, acompanhados de trovoadas. Em algumas áreas também foram registadas interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Na avenida Marginal, a força do vento e da ondulação fez com que a água do mar invadisse a estrada, deixando a via sem condições de segurança para a circulação de viaturas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) emitiu um aviso amarelo para as províncias do sul do país, incluindo Maputo, alertando para a possibilidade de chuvas moderadas a fortes, por vezes acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento.
De acordo com o Inam, a precipitação poderá variar entre 30 e 50 milímetros em 24 horas, podendo ocorrer de forma localizada e intensa.
Entre as áreas consideradas de risco estão sete distritos da província de Maputo, incluindo a cidade da Matola e a capital do país, além de 13 distritos da província de Gaza, incluindo a capital provincial, e cinco distritos da província de Inhambane.
O instituto meteorológico acrescenta que outras regiões do país poderão continuar a registar chuvas fracas a moderadas, por vezes acompanhadas de trovoadas.
As autoridades recomendam à população a adoção de medidas de precaução e segurança face às chuvas intensas, trovoadas e ventos fortes.
Moçambique é considerado um dos países mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas, enfrentando com frequência cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre normalmente entre outubro e abril.
Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da atual época chuvosa, em outubro, 263 pessoas perderam a vida e cerca de 870 mil foram afetadas em todo o país.
O balanço aponta ainda para 869.035 pessoas afetadas, correspondentes a 200.843 famílias, além de 10 desaparecidos e 331 feridos. Apenas as cheias registadas em janeiro provocaram 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando mais de 724 mil pessoas.
Fonte: Lusa